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25/02/2010

O futuro decidido hoje



Telma Cunha*


Todos os dias nós tomamos muitas decisões. Um exemplo é quando chega a época de colocar os nossos filhos na escola. Procuramos escolher a melhor, a mais adequada à sua evolução acadêmica e posteriormente profissional.

Nesse momento plantamos o futuro no presente.

Na empresa o caminho é o mesmo. Quando a empresa começa a criar, a desenvolver e aplicar políticas de sustentabilidade está também focada no futuro, em um planejamento de médio ou longo prazo.

Diferente da decisão sobre a escola no qual poucas pessoas estão envolvidas, na empresa esta definição exige a participação de todos para obter sucesso.

E esse comprometimento é a parte mais difícil do caminho, pois exige conscientização e conceitos muitas vezes não adquiridos no desenvolvimento de nossas vidas. Conceitos atuais e não integrantes nas etapas de nosso aprendizado.

Nem todos foram instruídos ou sabem da necessidade de cuidar dos recursos naturais. Tão pouco sobre a influência dos nossos atos no planeta. Essa não é uma preocupação corriqueira, rotineira.

É preciso mudar nosso jeito de ser.

Na empresa as políticas de sustentabilidade precisam ser “compradas” por todos para trazer resultados, para o próprio negócio e todos os envolvidos (colaboradores, investidores, comunidade). E um dos caminhos para apoiar esta adesão é desenvolver indicadores que demonstrem o progresso alcançado, de forma rápida e transparente.

Imagine a decisão de controlar o volume de lixo produzido pela empresa. É possível na coleta, identificar a produção de cada área (por meio de recipientes padronizados) e desenvolver o indicador de consumo médio por área e por pessoa.

Com esta informação individualizamos a responsabilidade e estabelecemos metas para desenvolver programas de redução.

A importância do indicador está em comprometer o individuo, as equipes e gerar resultados (reduzir o volume de lixo).

Criar uma base de indicadores demanda interesse da empresa em investir tempo e recursos (pessoas – sistemas de coleta e de quantificação/comparação), entretanto produz resultados consistentes.

Áreas de inteligência são normalmente responsáveis pela base de indicadores financeiros ou comerciais e têm expertise para desenvolver indicadores de sustentabilidade, pois têm como premissa a visão coleta, distribuição e custo x resultados.

Mudar paradigmas, ser criativo são obrigações das pessoas e por consequência das empresas, não podemos deixar o futuro para amanhã.

Telma Cunha é estatística pela Unicamp, especialização em ciência da computação e pós-graduada em administração de empresas.





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